Confiança para todas as decisões relacionadas ao carbono e às commodities.

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O capital já fez uma aposta de longo prazo no carbono. Em 2025, foram anunciados US$ 12,3 bilhões em contratos de compra a termo, a maioria com vigência de uma década ou mais, a preços bem acima dos do mercado à vista. As remoções de alta integridade vêm apresentando déficit há três anos consecutivos, enquanto a oferta não classificada continua em excedente. O sinal é claro: o volume não gera mais confiança, e o preço não acompanha mais o volume.
Para os compradores, isso significa qualidade e confiança na entrega a um preço que reflita o risco real, em vez de um desconto devido à incerteza. Para os incorporadores, significa acesso a financiamento que recompense um projeto bem documentado e de alta integridade com o preço que ele merece, em vez do preço de um produto genérico e indiferenciado.
Na Colômbia, essa mudança está ocorrendo à medida que o país desenvolve sua própria estrutura de mercado de carbono. Um imposto nacional sobre o carbono, em vigor desde 2017, já permite que as entidades reguladas cumpram parte de suas obrigações por meio de créditos verificados. Paralelamente, a Colômbia está implementando o Programa Nacional de Cupos Transáveis de Emissão (PNCTE), seu sistema nacional de comércio de emissões, com a regulamentação prevista para 2026 e a operação plena prevista para 2030. O painel analisará como essas instituições, regras e mecanismos de mercado podem estabelecer a integridade como padrão e o que isso significa, na prática, para aqueles que compram, desenvolvem e financiam créditos de carbono na Colômbia.
O mercado deixou de valorizar o volume. A questão estratégica é como os incorporadores e compradores devem se posicionar para impulsionar o mercado colombiano com foco no valor.
