Sylvera o Projeto de Dados Abertos sobre Carbono para estimular investimentos na Mata Atlântica brasileira

30 de julho de 2026
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Resumo

Com um financiamento total de US$ 900 mil proveniente da Fundação Rockefeller e da Meta, Sylvera com a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), o World Resources Institute e a Symbiosis Coalition para criar o primeiro conjunto de dados de carbono florestal de acesso aberto e de nível de referência do mundo na Mata Atlântica brasileira, com o objetivo de reduzir as barreiras à entrada para os participantes do mercado de carbono, especialmente projetos de pequenos produtores e liderados por comunidades.

Sylvera anunciou Sylvera o Open Carbon Data Project, uma iniciativa pioneira destinada a gerar dados de carbono florestal de alta resolução e de acesso aberto em toda a Mata Atlântica brasileira. Com o apoio da Fundação Rockefeller, da Meta, do World Resources Institute, da Symbiosis Coalition e de instituições de pesquisa brasileiras de ponta, como a UESC, a iniciativa tem como alvo um dos maiores obstáculos: aumentar a quantidade de dados confiáveis e cientificamente rigorosos para sustentar medições, relatórios e verificações credíveis em grande escala.

‍“Os mercados de carbono não podem crescer sem confiança, e a confiança começa com dados de referência no terreno. Por meio de nosso trabalho, que combina medições de campo e sensoriamento remoto avançado, estamos ajudando a construir a base de dados de biomassa da qual dependem mercados de carbono mais precisos, transparentes e escaláveis”, afirmou Allister Furey, CEO da Sylvera.

‍“Dados acessíveis e de alta qualidade são uma infraestrutura essencial para ampliar o financiamento climático baseado na natureza e garantir que ele traga benefícios reais às comunidades locais”, afirmou Carli Roth, diretora de Financiamento Inovador da Fundação Rockefeller. “Essa iniciativa mostra como dados abertos e mais precisos podem atrair investimentos, fortalecendo a confiança de investidores e compradores, ao mesmo tempo em que ajudam as partes interessadas locais a acelerar o acesso equitativo ao capital para comunidades carentes que dependem de florestas saudáveis para suas vidas e meios de subsistência.”

As soluções climáticas baseadas na natureza estão atraindo cada vez mais investimentos e gerando resultados climáticos concretos. A criação de um conjunto de dados de referência de código aberto em ecossistemas complexos, como a Mata Atlântica, permitirá o desenvolvimento de sistemas de verificação mais sofisticados — acelerando a implantação e reduzindo custos, o que possibilitará a expansão do mercado. Os sistemas digitais de MRV (dMRV) oferecem um caminho para uma verificação escalável e de menor custo, mas exigem dados robustos para uma modelagem precisa. Esta iniciativa foi concebida para fornecer essa base.

O conjunto de dados permitirá a medição e a verificação precisas dos estoques de carbono florestal, aprimorando a calibração e a validação dos modelos de monitoramento por satélite. Isso reduzirá as barreiras à entrada para os participantes do mercado de carbono, especialmente projetos de pequenos produtores e liderados por comunidades, e aumentará a confiança nos resultados da verificação entre investidores e compradores corporativos, ajudando a ampliar os fluxos financeiros destinados à restauração e proteção florestal.

Os dados serão divulgados ainda este ano sob uma licença aberta, ficando disponíveis gratuitamente para desenvolvedores, registros, formuladores de políticas e pesquisadores em todo o mundo.

Um princípio fundamental da iniciativa é que o trabalho tenha base local e seja conduzido por especialistas locais. Por meio de parcerias com universidades brasileiras, instituições de pesquisa, parceiros locais de implementação, órgãos governamentais e proprietários de terras, a iniciativa garante tanto a integridade científica quanto a participação equitativa, desenvolvendo capacidade de gestão de dados a longo prazo e confiança institucional na região.

Parceiro brasileiro / local: Universidade Estadual de Santa Cruz

Prof.ª Deborah Faria, docente titular do DCB e coordenadora do Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação (LEAC): “A iniciativa Open Carbon Data Project fortalece o conhecimento global sobre as florestas e o ciclo do carbono. Na Bahia, o projeto permitirá estimativas mais precisas dos estoques de carbono em remanescentes da Mata Atlântica e em sistemas agroflorestais de cacau, gerando benefícios para os produtores rurais. Ao reunir cientistas, comunidades e proprietários de terras, a iniciativa produz conhecimento alinhado às realidades locais e contribui para o desenvolvimento sustentável da região.”

Prof. Daniel Piotto, membro permanente do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade: “A parceria com Sylvera estimativas robustas dos estoques de carbono na região sul da Bahia, além de possibilitar o intercâmbio científico e a capacitação de acadêmicos do sul da Bahia nos métodos de pesquisa mais avançados voltados para o carbono florestal.”

Instituto de Recursos Mundiais

John Brandt, líder de ciência de dados da
: “Conjuntos de dados abertos e de alta qualidade são essenciais para garantir a credibilidade no monitoramento e na gestão de florestas por meio da tecnologia de sensoriamento remoto. Essa iniciativa fortalecerá as ferramentas disponíveis para formuladores de políticas, pesquisadores e participantes do mercado.”

Meta

Blair Swedeen, Diretor Global de Net Zero e Sustentabilidade d
: “A ampliação de mercados de carbono confiáveis requer a mesma base que qualquer boa ciência: dados abertos e de alta qualidade nos quais qualquer pessoa possa se basear. Vimos em primeira mão, por meio de nosso trabalho de mapeamento florestal com inteligência artificial em parceria com o WRI, como ferramentas de código aberto podem melhorar drasticamente nossa compreensão dos ecossistemas florestais. Essa iniciativa ajudará a reduzir as barreiras para que projetos novos e liderados por comunidades comecem a receber financiamento de carbono e, em última instância, construa a confiança de que os mercados de carbono precisam para atrair investimentos em grande escala.”

Coalizão Simbiose

Julia Strong, diretora executiva e fundadorada
: “As soluções baseadas na natureza estão entre as mais importantes, de curto prazo e com melhor custo-benefício que temos para combater as mudanças climáticas, e o mercado está amadurecendo mais rápido do que muitas pessoas imaginam. A criação de conjuntos de dados abertos e de alta qualidade para definir parâmetros de referência e padrões de medição é fundamental para dar aos compradores a confiança necessária para agir e impulsionar o mercado em grande escala.”

Este conjunto de dados se baseia no trabalho mais amplo Sylveracom dados sobre biomassa florestal e está sendo coletado em parceria com entidades locais por meio de uma combinação de medições avançadas aéreas e terrestres, incluindo varredura a laser terrestre, varredura a laser aérea e espectrometria gama, bem como inventário de campo convencional e amostragem de solo. As campanhas de campo estão em andamento, com a coleta de dados prevista para ser concluída até o terceiro trimestre de 2026 e o lançamento do conjunto de dados aberto previsto para o quarto trimestre de 2026.

O conjunto de dados terá aplicações imediatas no mundo real, incluindo o aprimoramento da precisão dos Mapas de Altura do Dossel da Meta e do WRI, uma das ferramentas de monitoramento florestal de acesso aberto mais utilizadas em todo o mundo.

O que é o Open Carbon Data Project?

O Open Carbon Data Project é uma iniciativa que envolve diversos parceiros com o objetivo de criar os primeiros conjuntos de dados sobre carbono florestal de acesso aberto e com qualidade de referência, com foco inicial na Mata Atlântica brasileira. Combinando campanhas de campo avançadas com tecnologia LIDAR em múltiplas escalas e sensoriamento remoto por satélite, o projeto visa melhorar a precisão, a acessibilidade e a credibilidade dos dados sobre carbono florestal — e, com isso, reduzir os custos e aumentar a confiança na participação no mercado de carbono por parte de desenvolvedores, registros, investidores e formuladores de políticas em todo o mundo.

Onde o projeto está sendo realizado e por quê?

O projeto está sendo realizado na Mata Atlântica brasileira. Como um dos ecossistemas com maior biodiversidade do mundo, a Mata Atlântica já cobria aproximadamente 330 milhões de acres ao longo da costa leste do Brasil. Hoje, mais de 85% dessa área foi desmatada, deixando uma paisagem altamente fragmentada que, mesmo assim, sustenta mais de 148 milhões de pessoas e é responsável por aproximadamente 70% do PIB do Brasil. Trata-se de um “Projeto Emblemático Mundial de Restauração” designado pela ONU e uma região prioritária tanto para a conservação quanto para o financiamento climático.

O que é o lidar multiescala (MSL)?

O MSL combina varredura a laser terrestre, aérea e por satélite para gerar medições tridimensionais de alta resolução da biomassa florestal. Ele oferece uma precisão significativamente maior do que a amostragem tradicional baseada em parcelas e é utilizado para calibrar e validar modelos de monitoramento por satélite em escala de bioma.

O que é o dMRV?

O monitoramento, relatório e verificação digitais (dMRV) referem-se ao uso de sensoriamento remoto, inteligência artificial e ferramentas computacionais para automatizar e padronizar a medição dos estoques de carbono e das reduções de emissões, substituindo as abordagens manuais em campo, que são onerosas, lentas e difíceis de ampliar.

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